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sábado, 14 de maio de 2011

Seul sous la pluie


Por muitas luas tenho me visto só.
Os meus pés descalços absorvem o frio que no chão se encontra.
Minhas dores são aliviadas por uma maldita dormência na pele.
Os espinhos que castigam os meus erros parecem estar mais afiados esta noite.
A chuva me acerta como meteoros gelados que queimam o meu corpo.
A unica luz que me resta é a dos raios que me cercam.
E sinto que por muitas luas, ainda continuarei só.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Beijo


Acordo todas as manhãs com uma inexplicável sede,
Sinto-me um inseto aprisionado por uma aranha numa rede.

A sede que sinto é complexa e inexplicável,
Tomo água, tomo álcool. Uma sede insaciável.

Sinto também uma fome que não é de feijão ou de queijo,
O que na verdade sinto falta, é do sabor do teu beijo.

Seus lábios, com um sabor doce e macio,
Deixam toda noite no meu coração um vazio.

A boa sensação de amar,
Me inspira a rimar.

Mas na verdade meu amor,
A minha inspiração de todo dia, é do seu corpo, o suave calor!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Waiting for the next night



E outra vez, estamos aqui, em uma mesa de um canto escuro de um pub.
Calados, relembrando os acontecimentos, que além de nós, só um abajur e uma cama de um quarto cinza testemunharam.
Logo, as palavras se embolam na minha garganta, e eu só não consigo te dizer adeus.
Não quero que você se vá. Porém, calado vejo você se levantar.
Em meu olhar, tom de voz e secura dos lábios, pode-se perceber, o quanto você me faz falta!
Na mesma mesa, de um mesmo pub, te espero para novamente nos vermos, e em silencio conversarmos.
Com um cigarro e uma taça de um champagn dos mais baratos, estou esperando pela noite seguinte.
Esperando pela noite seguinte.
Esperando para te ver novamente!